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Nunca é tarde para começar!

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Desde quando comecei a treinar pole dance me perguntam como é a aula, se é muito cansativa ou se é necessário ter algum preparo físico, como é a adaptação e entre outras dúvidas importantes. Entre tantas perguntas -  que confesso que podem ser respondidas de diversas maneiras por diferentes pole dancers - uma que me chama a atenção, e acredito que tenha unanimidade na resposta, é sobre o corpo e faixa etária ideais para poder fazer pole dance. A resposta é simples: todo e qualquer tipo de corpo é perfeito para praticar o pole e em qualquer idade. Crianças, jovens, adultos - sem restrições!

 

Pode parecer exagero, pode parecer que esteja vendo o esporte sob um “olhar cego e apaixonado”, mas garanto que deixei de lado o Mundo Encantado de Letícia no Pole para fazer esse post. Em dois anos de prática, convivi e aprendi com pessoas que quebraram todo o estereótipo relacionado a esportes acrobáticos, de que você precisa ter certa altura, certa idade ou certo corpo, por exemplo.

 

A professora Edi Reis tem cinquenta e um anos, e começou sua carreira no Pole Dance (voltada para a modalidade Pole Sports) há oito anos, na faixa dos quarenta. Em apenas um ano e meio de treino, Edi já tinha perdido vinte quilos e começado a dar aulas. Em 2010, disputou seu primeiro campeonato e garantiu o terceiro lugar, mas não parou por aí, porque desde então Edi competiu em quase todos os anos seguintes, entre ouros e pratas nos campeonatos nacionais. Neste ano, inclusive, ela viajou para Londres e pegou o bronze no Campeonato Mundial de Pole Sports, na categoria +50. “Para mim, competir é uma paixão. Não é pela competição em si, mas pelo desafio. Quando tenho que competir, eu tenho que treinar, e automaticamente eu exijo mais de mim” – comenta Edi.

 

Desde de quando começou a ensinar, Edi reforça que não é preciso se limitar pela idade ou pelo tipo de corpo – até mesmo quem gostaria de perder alguns quilos pode considerar o pole como opção, já que é uma atividade física de média a alta intensidade. “Eu comecei a fazer pole com quarenta e dois anos, mas, na verdade, me sinto como se tivesse trinta e cinco”.

 

 

Essa não é só experiência de professores, mas também de alunos. “Nunca é tarde para a gente começar, e se eu pudesse, treinaria pole todo dia da semana” defende Inês de Carvalho, que tem quarenta e cinco anos e faz pole dance há dois anos. Inês treina atualmente de três a quatro vezes por semana, aliás, antes do pole não conseguia se adaptar a outros tipos de atividade física. “Nas primeiras aulas eu sentia muita dor no braço, mas a partir do terceiro mês comecei a render mais”.

 

A aluna acredita que o desempenho de pessoas mais maduras pode ser diferente em comparação a pessoas mais jovens – mas é questão de acreditar e de insistir – pois como a própria diz, a força de vontade tem papel fundamental.

 

Se há exceções para praticar o pole, talvez só estejam relacionadas a casos de problemas físicos ou doenças específicas. Por isso, é sempre importante consultar o profissional de saúde de preferência e perguntar sobre eventuais contraindicações.

Restrições à parte, arriscar-se no pole é mais que permitido, até porque você não precisa de um preparo físico prévio (como dançar ballet ou ir à academia) para treinar. Inês não praticava esportes antes do pole e acabou se encontrando na atividade, e Edi, na profissão. Por mais óbvio que pareça, toda a força adquirida no pole só pode ser adquirida no pole. Não existe um “treino pré pole”.

 

Além disso, diversos professores reforçam que a flexibilidade pode ajudar nos movimentos, porque de fato, ela facilita a evolução – mas não encane, o próprio pole também já ajuda um pouco. Resumindo, se você é flexível, tem mais um motivo para fazer pole dance, e caso esteja no caminho das pernas de elástico, também tem mais um motivo para melhorar se jogar na barra!

 

Deixo aqui registrada também uma mensagem da Edi Reis, quebradora de estereótipos no pole há quase nove anos: “Uma dica para quem acha que está maduro demais para começar o pole é se permitir, se dar a chance. Faça uma aula para conhecer, e se possível, fique no pole entre quatro e cinco meses, veja a diferença em você, no seu corpo, na sua autoestima, e aí sim você não vai achar que começou tarde demais”.

 

Quase caíram lágrimas aqui :’)

 

P.S: Estão faltando competidores na categoria acima de 50 anos nos campeonatos nacionais e internacionais. Agora sim está na hora de você se aventurar no pole, não acha? ;)